Eu a vejo todo o dia
Quando o sol mal principia
À cidade a iluminar
Eu venho da boemia
E ela vai, quanta ironia
Pra escola trabalhar.
Louco de amor no seu rastro
Vagalume atrás do astro
Atrás dela eu tomo o trem
E no trem das professoras
Em que outras, tão sedutoras,
Eu não vejo mais ninguém.
Essa operária divina
Que lá no subúrbio ensina
As criancinhas a ler
Naturalmente condena
Na sua vida serena
O meu modo de viver.
Condena porque não sabe
Que toda a culpa lhe cabe
De eu viver ao deus-dará.
Menino querendo ser
Para com ela aprender
Novamente a bê-a-bá.
You can listen "Professora" sung by Sílvio Caldas with Benedito Lacerda (flute) and his group.















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