This text was written as a preface to the North American edition of the work "The Apparitions and the Message of Fatima According to the Manuscripts of Sister Lucia" by Antonio Augusto Borelli Machado.
O livro
As aparições e a mensagem de Fátima conforme os manuscritos da Irmã Lúcia sai
agora em edição norte-americana. Publicado no ano de 1967 no Brasil, onde
alcançou 19 edições, a obra circulou também em Portugal (em edição local), bem
como no mundo hispânico (através de 14 edições em idioma castelhano) e na
Itália (quatro edições). Transpôs ele igualmente os umbrais do mundo
anglo-saxônico, onde foi transcrito nas revistas Crusade for a Christian
Civilization de Nova York e “TFP Newsletter” de Johannesburg. Auguro acolhida
também excelente para a presente edição.
Com
efeito, a obra do eng. Antonio Augusto Borelli Machado está baseada em uma
investigação muito ampla de fontes, e em uma análise penetrante das mesmas. Com
os dados assim obtidos e selecionados, ela constitui uma compilação
inteligente, ágil e vitoriosa de tudo quanto integra realmente a Mensagem de
Fátima. E, a par disso, apresenta uma interpretação a um tempo arguta e
prudente, de vários aspectos dela.
Quiseram
o autor e a Editora que eu precedesse de um prefácio a presente edição.
Acedendo
ao amável convite, pareceu-me que nada poderia interessar tanto ao homem
contemporâneo — e notadamente ao leitor norte-americano — quanto relacionar o
conteúdo da Mensagem com os problemas da paz e da guerra considerados do ponto
de vista da cruel alternativa: — Better red than dead? – Better dead than red?
É o que
experimentarei fazer a seguir.
* *
*
Para
uma grande maioria de nossos contemporâneos, é inteiramente claro que essa é a
alternativa fundamental ante a qual todos nos encontramos.
A
Mensagem de Fátima nos proporciona conhecer com clareza sobrenatural a solução
da Providência para essas perguntas angustiantes.
Em
1917, meses antes de o comunismo ascender ao poder na Rússia, e 28 anos antes
de a primeira bomba atômica explodir em Hiroshima, a Mensagem de Nossa Senhora
transmitida ao mundo por meio dos três pastorezinhos da Cova da Iria contém os
elementos de uma resposta cristalina a essas graves interrogações.
De um
lado, a Mensagem fala a respeito dos "erros da Rússia" — o comunismo
— e indica o meio pelo qual a expansão deste pode ser evitada. Com efeito, o
comunismo, ela o aponta como o grande castigo ao qual a humanidade está exposta
em razão do declínio religioso e moral dos povos. Ele aparece, portanto,
claramente, como um flagelo da Providência para castigar os povos, e
especialmente os do Ocidente. E tal flagelo os homens podem evitá-lo se se
emendarem da irreligião e da imoralidade em que se acham atolados, e voltarem à
profissão da verdadeira Fé, e retornarem à prática efetiva da Moral cristã.
Em
termos mais precisos, para que fosse cumprida a vontade de Nossa Senhora, não
bastaria — segundo a Mensagem — um grande número de conversões pessoais. Era
necessário que as várias nações, cada qual como um todo, notadamente as do
Ocidente — a seu modo ele também tão devastado pela irreligião e pela
imoralidade — voltassem à profissão da verdadeira Fé e à prática dos preceitos
morais perenes do Evangelho.
A
Mensagem não se limita, pois, a apontar o perigo, mas indica o modo de
obviá-lo. Este modo não é morrer, muito menos aceitar de ficar comunista. Ele
consiste em seguir a vontade de Deus, em atender a Mensagem da Mãe d’Ele e de
todos nós.
Entre
essas condições — é preciso não esquecer — está a Consagração da Rússia ao
Imaculado Coração de Maria, nos termos em que Nossa Senhora a pediu.
Porém a
Mensagem ainda vai mais longe. Ela adverte de que se isto não for feito, a
Justiça de Deus não mais reterá o castigo iminente: “Se atenderem a meus
pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo
mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados,
o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim,
o meu Imaculado Coração triunfará.”
Importa
notar que a Mensagem não afirma que, cumprido quanto a Rainha do Céu e da Terra
deseja para aplacar a cólera de Deus, o flagelo do comunismo será afastado do
mundo sem luta, pelo menos incruenta. Ela deixa ver, isto sim, intervenções
admiráveis da Providência nos acontecimentos humanos que assegurem a vitória
sobre o flagelo comunista.
Mas, ao
mesmo tempo, deixa aberta a porta para a hipótese de que os homens tenham que
dar seu contributo nessa luta, participando eles mesmos, heroicamente, dos
grandes prélios nos quais a ajuda soberana e decisiva da Virgem alcançará a
vitória.
Com
efeito, a Mensagem exclui a hipótese de uma vitória definitiva do comunismo: se
os homens atenderem ao apelo da Virgem, o comunismo será vencido sem castigo
para eles; se não atenderem a esse apelo, o comunismo flagelará os homens, mas
também acabará vencido.
Em uma ou
outra hipótese, a vitória será da Mãe de Deus.
Qual a
relação entre esta autêntica conversão da Rússia e a extinção do flagelo
comunista? — É evidente. Está no Kremlin o principal foco de propaganda
comunista no mundo. A conversão da Rússia traria consigo a paralisação dessa
força.
Convém
notar que, na perspectiva de Fátima, não são principalmente os armamentos, por
mais poderosos que sejam, que evitarão o castigo. A dissuasão eventualmente
alcançada pelo armamentismo das nações do Ocidente pode ser um meio legítimo e
necessário para prevenir a guerra e, portanto, para alcançar o prolongamento da
paz.
Contudo,
a expansão do comunismo é descrita por Nossa Senhora como uma punição que
resulta dos pecados dos homens. E esta punição não será evitada se os homens
não se converterem.
Pode
ocorrer — isto sim — que um dos meios pelos quais o castigo desabe sobre os
homens impenitentes venha a ser um anti-armamentismo incondicional, de caráter
puramente emocional, e, portanto, imprevidente, que estimule toda sorte de
agressões e de ataques de um adversário cada vez mais armado.
Entretanto
— note-se bem — o modo preferido pela Providência para fazer cessar o flagelo
comunista, de nenhum modo é uma guerra. Esse modo consiste na emenda dos
homens, no cumprimento do que a Mensagem pede e na conversão da Rússia.
Pode
ser que a Providência queira servir-se de uma guerra para preparar as condições
para uma conversão da Rússia. Porém, isto não está declarado na Mensagem. Em
todo caso, a simples vitória militar sobre a Rússia não resolverá o problema,
nem afastará os homens da alternativa “red” – “dead”. A Providência quer ir
mais longe. Ela quer converter a Rússia.
Nem a
Providência precisa de uma guerra para a conversão da Rússia. Na hipótese de
uma conversão do Ocidente, parece mais provável que a Providência prefira levar
isto a cabo por meios pacíficos, persuasivos, religiosos. Evidentemente, o que
a Mensagem promete é a conversão da Rússia à Religião Católica, com a
consequente posição firmemente anticomunista que a Hierarquia católica tomava
compactamente ao tempo em que a Mensagem de Fátima foi dada aos homens.
* *
*
Qual a
relação entre esta autêntica conversão da Rússia e a extinção do flagelo
comunista? — É evidente. Está no Kremlin o principal foco de propaganda
comunista no mundo. A conversão da Rússia traria consigo a paralisação dessa
força.
Ademais,
uma Rússia convertida se abriria pronta e inteiramente para o Ocidente. Seria
então possível a todos os homens conhecer muito mais objetiva e profundamente
do que agora o abismo de males, de natureza espiritual e temporal, em que estas
muitas e longas décadas de aplicação do regime comunista lançaram a infeliz
Rússia e seus satélites. O que abriria muito mais os olhos dos povos do
Ocidente para o que há de falso na propaganda comunista, imunizando-os contra
ela.
Por
fim, e mais uma vez, insisto em que, na perspectiva de Fátima, a conversão da
Rússia tem como condição prévia uma conversão do Ocidente. Dessa conversão
sincera e profunda, como obviamente a Santíssima Virgem a deseja, resultará que
o Ocidente será, já de si, totalmente refratário ao comunismo.
Fátima
não nos fala da China, do Vietnã, do Cambodge, nem da desdita dos demais povos
sob jugo comunista. Mas é óbvio que Nossa Senhora, a qual tão admiravelmente
terá protegido sem guerra um Ocidente convertido, não permitirá que essas
grandes e desditosas nações fiquem à margem da efusão de graças que converterão
o Ocidente e a Rússia com seus satélites (pois estes não terão condições de se
manterem em regime comunista dentro de uma Europa convertida).
Também
para os demais povos, para as nações não mencionadas nas revelações de Fátima,
a virtude da esperança cristã nos proporciona — eu diria que nos impõe — a
certeza de que lhes propiciará os meios de romperem seus grilhões, bem como de
conhecerem e praticarem a verdadeira Fé.
* *
*
É bem
de ver que essas várias considerações despertarão em certos espíritos uma
atitude de ceticismo e de desdém.
Os
homens sem Fé — e seus irmãos, isto é, os que têm pouca Fé — sorrirão diante do
que lhes parecerá uma simplificação desconcertante, e até infantil, dos
problemas hodiernos, que empurram o Ocidente para o comunismo e eventualmente
para a guerra. Procurar a solução deles na cândida Mensagem anunciada por três
pastorezinhos analfabetos, lhes parecerá ridículo. Mais talvez do que isso,
demencial.
Não
nego a complexidade inextricável dos problemas contemporâneos. Penso, pelo
contrário, que essa complexidade é tal, que eles me parecem insolúveis por mão
humana.
E isso
tanto mais quanto a intervenção dos homens sem Fé, ou de pouca Fé, nas
pesquisas e debates destinados a resolver tais problemas, os complica ainda
mais.
Superficialidade?
— Ela me parece presente. Não, porém, em nosso campo, mas precisamente no dos
céticos.
Com
efeito, vejo-os engajados em uma concepção o mais das vezes profundamente
ignorante, e sempre apriorística e superficial, do que seja a religião, do
papel dela na vida das sociedades, dos homens e dos indivíduos, e na avaliação
das potencialidades e virtualidades dela, fortíssimas e insubstituíveis, para a
solução dos problemas que os céticos procuram em vão resolver.
Não
está aqui a ocasião adequada para explanar ainda mais este amplíssimo assunto.
Não
resisto, porém, ao desejo de fazer ver a eventuais leitores céticos algo dessas
insubstituíveis possibilidades da religião, de pôr ao alcance deles como que um
buraco de fechadura através do qual divisem algo desse vastíssimo horizonte.
Santo Agostinho traça o perfil da sociedade
verdadeiramente cristã — a Cidade de Deus — e dos benefícios que daí resultam
para o Estado: imagine-se — escreve ele — “um exército constituído de soldados
como os forma a doutrina de Jesus Cristo, governadores, maridos, esposos, pais,
filhos, mestres, servos, reis, juízes, contribuintes, cobradores de impostos
como os quer a doutrina cristã! E ousem ainda [os pagãos] dizer que essa
doutrina é oposta aos interesses do Estado! Pelo contrário, cumpre-lhes
reconhecer sem hesitação que ela é uma grande salvaguarda para o Estado quando
fielmente observada” (Epist. 138 al. 5 ad Marcellinum, cap. II, n.º 15).
A
doutrina católica mostra que, pelo infeliz dinamismo da natureza humana decaída
em consequência do pecado original, como da operação do demônio e de seus
agentes terrenos na medida em que o homem se afasta da Fé, tende a um modo de
ser e de agir oposto ao que a Fé ensina. Quanto maior a distância, tanto
maiores as transgressões. Algo como a lei de Newton. A experiência aliás o
confirma. E de modo muito particular em nossos dias.
Qual a
escola política, social ou econômica que poderia evitar, sem o auxílio da
Religião, a explosão final de uma sociedade que, impelida pelo próprio
dinamismo da descrença e da corrupção, chegasse à transgressão total dos
princípios em que se funda a Cidade de Deus descrita por Santo Agostinho?
Sem que
os homens voltem a esses princípios salvíficos, não há como evitar — para os
indivíduos e para as sociedades — uma deterioração global, de natureza e
proporções indefiníveis, mas tanto mais temíveis quanto maior duração e
profundidade tenha o processo de degenerescência.
Que os
homens ou as nações menos afetadas por essa deterioração queiram defender-se
contra os cometimentos dos homens e das nações mais afetadas, que para isso se
armem em uma atitude vigilante, suasória, amiga da paz, mas em atitude também
pronta à legítima defesa vigorosa e vitoriosa: nada mais justo.
Porém,
tais homens, tais nações não conseguirão estancar só por isso os fermentos de
destruição postos em suas entranhas pelo neopaganismo moderno que ingeriram.
Esta é
uma afirmação implícita em toda a Mensagem de Fátima.
Diante
desta consideração, percebe-se melhor um aspecto dos castigos: é seu caráter
saneador, regenerador e reordenativo. Intervindo ao longo de um infindável
processo de degradação tanto individual quanto coletivo, o qual expõe aos
maiores riscos a salvação de incontáveis almas, o castigo altera a situação,
abre os olhos dos homens para a gravidade de seus pecados, os eleva até as
altas paragens da contrição e da emenda. E, por fim, lhes dá a verdadeira paz.
Quantos
perecerão, infelizmente. Mas terão melhores condições para morrer na graça de
Deus, como escreveu São Pedro sobre os que morreram durante o dilúvio (cfr 1
Pt. III, 20).
Morrer:
oh! dor. Mas as almas nobres sabem que a morte não é necessariamente o mal
maior. Disse-o Judas Macabeu: “Melhor é para nós morrer na guerra do que ver os
males do nosso povo e das nossas coisas santas” (1 Mac. III, 59).
Em
termos atuais, é preferível morrer a ficar vermelho.
Mas
melhor ainda é viver. Sim, viver da vida sobrenatural da graça nesta Terra,
para depois viver eternamente na glória de Deus.
A
conversão da Rússia depende da conversão sincera e profunda do Ocidente
Essas
últimas são considerações de bom senso, facilmente acessíveis aos espíritos
desprevenidos e equitativos.
Encontrarão
elas algum fundamento na Mensagem? — Não me parece.
Esta
narra o que fará Deus para punir os pecados de uma humanidade tenazmente
impenitente ao longo das décadas em que a Mensagem reboou pelo mundo sem
converter os homens. Mais especificamente, sem converter os católicos, pois é
com as orações deles, suas penitências e sua emenda de vida que a Virgem
Santíssima conta de modo todo especial para obter do Divino Filho a suspensão
dos efeitos de sua cólera, e o advento do Reino d’Ela. A mensagem nada diz do
que a Providência fará em favor dos justos — dos que optaram pela fidelidade às
promessas de Nossa Senhora — durante os dias terríveis da punição, nem o que
nessa ocasião deseja deles.
Bem
entendido, não aludo aqui senão à parte pública da Mensagem. Nenhuma conjectura
conheço absolutamente inquestionável sobre o que realmente contém a parte
secreta da Mensagem, a qual só a Santa Sé conhece... [N.B.: Lembrando que este
prefácio foi redigido em 1985].
Seja-me
lícito externar aqui quanto deixa tristes e perplexos incontáveis fiéis, dos
mais devotos dentre os “fatimitas”, em vista da eventualidade de que os homens
possam não conhecer esta parte ainda não revelada, mesmo quando ela poderia
presumivelmente dar alento aos justos e contrição aos extraviados.
Com
efeito, não é fácil compreender como a Mãe de Misericórdia, tão empenhada em
ajudar por meio da Mensagem a todos os homens, não tenha tido uma particular
palavra de afeto, de estímulo e de esperança para aqueles a quem Ela reservou a
árdua e gloriosa missão de se Lhe conservarem fiéis nesta terrível conjuntura.
Nada
impede admitir que essas palavras se encontrem na parte ainda não revelada do
Segredo de Fátima.
Essa
consideração final me desviou do curso da exposição que vinha seguindo. Pouco
resta a dizer sobre ela.
Continuando
a aprofundar a hipótese da impenitência dos homens e do castigo, o contexto da
Mensagem nos induz a pensar que, se tal se der, os castigos serão pelo menos de
duas ordens: guerras — e pensamos que entre essas se devem incluir não só os
conflitos entre os povos, mas também as guerras civis de facção contra facção
dentro de um mesmo povo — e cataclismos ocorridos na própria natureza.
Essas
guerras internas terão caráter ideológico? Constituirão uma luta entre fiéis e
infiéis de todo gênero: hereges ou cismáticos, larvados ou declarados, grupos
ou correntes de profissão não cristã, ateus etc.? Ou serão guerras sem
conotação ideológica pelo menos oficial (como o conflito franco-prussiano de
1870, ou a I Guerra Mundial)?
A
distinção entre guerras e cataclismos parecia muito clara em 1917, quando a
Mensagem foi comunicada aos homens. Pois se afigurava então impossível que os
homens provocassem cataclismos, os quais pareciam claramente destinados a
resultar de meros atos da Providência, atuando de modo justiceiro sobre os
vários elementos da natureza.
Na
realidade, essa distinção continua válida, mas desde que se lhe faça a ressalva
de que, com a dissociação do átomo, o homem adquiriu a possibilidade de
provocar cataclismos de proporções incalculáveis. Sem que, ao mesmo tempo,
tenha adquirido o poder de frear esses cataclismos.
Em
consequência, a catástrofe atômica, provocada eventualmente por uma guerra
filha do pecado, produziria só por si os castigos cósmicos que a Mensagem deixa
entrever. Mas é possível também que aos efeitos da hecatombe atômica se juntem
outras perturbações naturais ordenadas por Deus.
Uma
observação final ainda está por ser apresentada.
Dentro
da perspectiva fatimita, a verdadeira garantia contra catástrofes que assolem a
humanidade está muito menos (e, em certa perspectiva, de todo não está...) em
medidas de desarmamento, tratados de paz etc., do que na conversão dos homens.
Ou
seja, se estes não se converterem, os castigos virão, por mais que os homens se
esforcem por evitá-los com meios outros que não essa conversão.
Pelo
contrário, se se emendarem, não só Deus afastará deles a plenitude de sua
cólera vingadora, como haverá entre eles todas as condições próprias a promover
uma paz verdadeira e durável. A paz de Cristo no Reino de Cristo.
Especificamente a paz de Maria no Reino de Maria.
Dentro
da perspectiva fatimita, a verdadeira garantia contra catástrofes que assolem a
humanidade está muito menos (e, em certa perspectiva, de todo não está...) em
medidas de desarmamento, tratados de paz etc., do que na conversão dos homens.
Espero
que essas várias reflexões, relacionando com a Mensagem de Fátima problemas de
atualidade suprema, ajudem o leitor a tirar todo o proveito da compilação
fatimita, da mais flagrante oportunidade, que o eng. Antonio Augusto Borelli
Machado nos apresenta em seu estudo, já tão conhecido no Brasil e no mundo
ibero-americano, e que merece sê-lo também no mundo inteiro.